Covid-19: Zero casos

Prioridade à segurança

No actual contexto de pandemia, a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Lisboa tem procurado dar as respostas acertadas, com a urgência que a Covid-19 impôs e com a imprevisibilidade que a situação ainda apresenta.

Desde o dia 16 de Março, suspendemos as actividades na Creche “A Tartaruga e a Lebre” e nos “Centros de Apoio Ocupacional”.

Implica que muitas crianças, jovens e adultos tenham ficado ao cuidado dos seus familiares, alguns deles (utentes e familiares) idosos, num acréscimo de risco e esforço que ansiamos poder contribuir para colmatar tão cedo as circunstâncias o permitam.

A APPACDM de Lisboa reafirma dois objectivos primordiais:

– Prestar o melhor serviço possível, no actual contexto, aos nossos utentes;

– Assegurar a sustentabilidade económica e financeira da Instituição.

Os técnicos da APPACDM de Lisboa têm continuado a prestar o apoio possível, através dos meios que a distância permite, obrigados que estamos à suspensão dos nossos serviços.

Mantemos a funcionar os Lares Residenciais –  Penha de França, Pedralvas, Júlia Moreira, Quinta dos Inglesinhos (Almada) e Casas da Alapraia (Cascais) – o que significa que continuamos, deste modo, a cuidar, diariamente, de cerca de 90 jovens e adultos.

Até agora, felizmente, não registámos qualquer caso de infeção. Adotámos, desde o início, e mantemos, uma estratégia de segurança máxima para os utentes, colaboradores e instalações. Significa um acréscimo de rigorosos procedimentos de proteção e de esforço para as coordenações e equipas permanentes e de apoio.

A Segurança Social assegurou o pagamento mensal dos acordos de cooperação em vigor. Outras verbas oriundas do Ministério da Educação e do IEFP, cujo pagamento não se reveste de idêntica regularidade, são tidas como integralmente reembolsáveis face à interpretação, pelas instituições, da legislação emanada. Contudo, a experiência aconselha-nos a ter alguma reserva nesta matéria.

O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social legislou a possibilidade de recurso ao “lay off”, enquanto instrumento para apoio às empresas e IPSS’s, e como proteção mínima de rendimentos dos trabalhadores afetados pela suspensão de atividade.

É clara a redução de alguns custos – alimentação, combustíveis, etc. – outros de comportamento menos previsível, outros ainda que aumentam, para responder a actuais necessidades e preparar, na medida do possível, o regresso à normalidade.

Garantimos todos os salários de março e abril, traduzindo-se numa despesa suportada pelo instável equilíbrio conseguido com as comparticipações familiares, das prestações de serviços suspensas – Creche e Apoio Ocupacional – em 35% do seu valor (sem cobrança do transporte no CAO).

Vivemos tempos estranhos e (ainda) imprevisíveis. Continuamos em estado de emergência até 2 de Maio, num período que continua a ser de grande expectativa quanto à retoma das atividades, mas que imporá tomada das decisões que se considerem adequadas neste contexto de incerteza.

A APPACDM de Lisboa tudo faz, e fará, para garantir segurança, confiança e tranquilidade aos seus utentes, familiares e colaboradores.

Apresentamos também as nossas sinceras condolências a todas as famílias das vítimas de Covid-19, em Portugal.

E saudamos todos os profissionais que estão na linha da frente, em vários sectores. Uns mais visíveis que outros. Os nossos colaboradores dos Lares Residenciais (permanentes e os que estão ser chamados) também merecem aplausos!

A Direção